=><= ##[[Julho de 1997|I]] <!-- ATENÇÃO: NÃO TRADUZIR ESTA LINHA NEM O QUE ESTÁ ABAIXO --> (set: $comerAreia to false) (set: $IvoVaiEmbora to false)//(Era uma tarde quente de verão. As aulas tinham acabado na semana passada. Estavas na praia, sentado à beira-mar a ver as ondas rebentar uma depois da outra.)// IVO: Anda tomar banho! A água está ótima! //(Levantaste os óculos escuros e respondeste...)// * [[Não posso. Ainda estou a fazer a digestão...|1a]] * [["Ótima" para ti significa "gelada" para mim, já sei.|1b]]//(Por alguns momentos, tu e Ivo ficam em silêncio a ouvir as ondas e a praia vazia).// IVO: E se fôssemos comer um gelado? TU: Ainda está tudo fechado. O café só abre às 8h00. IVO: Apetecia-me comer um gelado. * [[Nem posso ouvir falar em comida.|2a]] * [[Pois, um gelado, se calhar fazia-me bem...|2b]] * [[Tornas a falar em comida e ponho-te a comer areia.|2c]]//(Aos poucos, o lusco-fusco começa a clarear em tons de laranja, e o Sol começa a aparecer.)// TU: Estás arrependido? IVO: De quê? TU: Do que disseste à Paula? IVO: Eu? Porquê? * [[Se pudesses voltar atrás, voltavas?|3a]] * [[Se não tivesses falado com ela ontem, talvez...|3b]] * [[Sei lá... porque... ah...|3c]] //(O sol rompe a madrugada, e o dia começa a clarear. O Ivo aproxima-se de ti e envolve-te num abraço forte e longo. Deixas-te estar abraçado a ele por um bom bocado.)// TU: O sol está a nascer. IVO: Dizem que um dia o sol vai explodir, e a gente vai morrer todos queimados. É verdade? TU: Acho que sim. E depois vai começar a encolher e a encolher até se transformar numa estrela anã, assim toda branquinha. IVO: Uoh! Lindo! Um sol branco, como na //Guerra das Estrelas// TU: Na //Guerra das Estrelas//, o sol não é branco. É como o nosso, alaranjado. //(Tu e o Ivo viram-se para o sol nascente.)// IVO: Também não está mal, assim laranja. TU: Sim, tem a sua beleza. [[Continuar &#10148;|V]]{<!-- ATENÇÃO: NÃO TRADUZIR A PRÓXIMA LINHA --> (if: $IvoVaiEmbora is true) <!-- PODES CONTINUAR A TRADUZIR --> [//(De forma decidida, o Ivo pega nas suas coisas e sem olhar para trás caminha para sair da praia. Sentas-te na areia e ficas a olhar o barulho das ondas sozinho. O céu começa a clarear, e o sol começa a aquecer o dia.)//] <!-- ATENÇÃO: NÃO TRADUZIR A PRÓXIMA LINHA --> (else: ) <!-- PODES CONTINUAR A TRADUZIR --> [//(Pegas nas tuas coisas de modo hesitante. O Ivo desviou a cara e olha agora para o mar. Sem dizeres mais palavras, começas a caminhar em direção ao passadiço que te leva à saída da praia. Nem uma vez olhas para trás e quando chegas à estrada, viras-te para ver o mar e o sol que começa a subir no horizonte.)//]} [[Continuar &#10148;|V]] =><= <!-- ATENÇÃO! TRADUZIR APENAS AS PALAVRAS E NÃO APAGAR OS "#" --> #Fim ####[[Recomeçar|Start]]TU: //(gritas para a água)// Não posso. Ainda estou a fazer digestão do jantar de ontem. Comi tanto. IVO: Então só vou dar mais um mergulho e já vou sair. //(O Ivo desaparece por uns momentos debaixo de água e aparece já mais perto da beira-mar. Chega com o seu corpo moreno a escorrer água. Entregas-lhe a sua toalha.)// IVO: Obrigado. Devias ter vindo dar um mergulho. Fazia-te bem à cabeça. TU: Não me apetece, a sério. Estou bem aqui na areia. //(O Ivo seca-se com a tolha, depois estende-a ao teu lado e senta-se.)// [[Continuar &#10148;|II]] TU: //(gritas para a água)// Quando dizes que está "ótima", é porque está gelada. Pensas que eu não te conheço? IVO: Nunca me vais perdoar aquela vez no rio, pois não? TU: Aquela vez? "Aquelas vezes" queres tu dizer. IVO: Foram só três vezes... //(Entretanto, o Ivo começa a sair da água)// TU: sete vezes... IVO: Eu enganei-te sete vezes? Isso não fala muito bem de ti... //(Ele senta-se ao teu lado em cima da sua toalha e dá-te um toque com o cotovelo.)// TU: Sabes que a minha memória não é muito boa... [[Continuar &#10148;|II]]TU: Só de pensar em comida, fico com vontade de vomitar... IVO: Se fores vomitar, vomita longe de mim, que estes calções são novos. O vómito tem ácido. Queimavas-me os calções. E se calhar também a pele. TU: A pele era o menos... IVO: Estás a gozar? Custaram-me 80 euros, estes calções. São Lightning Bolt. TU: Uh... que chique... ai... não me estou a sentir nada bem... //(Finges que vais vomitar em cima do Ivo.)// IVO: Ah... Olha aí, meu. //(o Ivo afasta-se de ti a rebolar.)// TU: Estava só a gozar... IVO: //(rebolando de volta)// Eu sei, eu também, ahah. [[Continuar &#10148;|III]] TU: Se calhar tens razão, o frio do gelado era capaz de me fazer bem. IVO: Pois, mas, como bem disseste, a esta hora... Podias ir ao banho. TU: Na, preciso de frio por dentro, não por fora. IVO: Tu és complicado. TU: Só quando estou de ressaca. //(Viras a cara para o Ivo, franzes a testa e sorris. O Ivo solta uma gargalhada.)// [[Continuar &#10148;|III]] TU: Ouve, não me fales mais em comida, senão nem sabes o que te faço. Faço-te comer a areia toda da praia. IVO: Porra, que estás mesmo mal-disposto. Não se pode dizer nada. TU: Pode-se desde que não seja comida. Ai, que vou vomitar... IVO: Agora foste tu que disseste "comida", não fui eu. TU: Mas agora foste tu! IVO: Eu apenas disse o que tu disseste, não me lixes... ó mongo. TU: Mongo és tu... //(Tu e o Ivo ficam calados a olhar para o mar.)// [[Continuar &#10148;|III]] <!-- ATENÇÃO: NÃO TRADUZIR A PRÓXIMA LINHA --> (set: $comerAreia to true)TU: Se pudesses voltar atrás, o que é que fazias? //(O Ivo vira-se para ti com a cara séria e olha-te nos olhos.)// IVO: O que é que tu achas? TU: Não sei... IVO: Não sabes? Não sabes mesmo? TU: Não sei mesmo. IVO: Então se não sabes, acho que me tenho que ir embora. //(O Ivo levanta-se da tolha.)// * [[Se achas que é isso que tens de fazer, então vai.|4a]] * [[Não, não vás, espera.|4b]] TU: Se não tivesses falado com a Paula ontem, talvez ela hoje estivesse aqui... //(O Ivo vira-se para ti com um sorriso meigo.)// IVO: Tu querias que ela estivesse aqui? TU: Tu querias? IVO: Chiça, mas será que és capaz de me responder? TU: Eu perguntei primeiro... IVO: Não perguntaste, não. Eu é que perguntei. * [[Eu fui o primeiro a contar do fim.|4c]] * [[Não queria que ela estivesse.|4d]] TU: Sei lá... porque... sabes, talvez preferisses que fosse ela... //(Metes os pés pelas mãos enquanto falas e não consegues acabar a frase.)// \<!-- ATENÇÃO: NÃO TRADUZIR A INFORMAÇÃO ENTRE PARÊNTESIS (...) TRADUZIR APENAS O QUE ESTÁ ENTRE COLCHETES [...] --> \ (if: $comerAreia is true)[IVO: Parece-me que, afinal, tu é que queres comer areia.] (else: )[IVO: Queres comer areia?] TU: Porquê? Afinal, namoraram durante quanto tempo? IVO: Quatro anos, acho eu... TU: Então, estás a ver... IVO: Mas estou a ver o quê? Porque é que estás com essas meias-perguntas? * [[Porquê? Não dá para ver?|4f]] * [[Porque não acredito em ti...|4e]] TU: //(levantas-te)// Não, não vás, espera. Não era isso que eu queria dizer. IVO: //(em pé)// Então o que é que querias dizer? TU: Talvez quisesses... //(O Ivo interrompe-te com um grito.)// IVO: Pá, para de usar a merda do imperfeito do condicional! TU: ... do conjuntivo... IVO: Do conjuntivo? Tens a certeza? TU: Quanto é que tiveste a português? IVO: 'Tá bem, do conjuntivo, ó geniozinho. Olha, anda cá. [[Continuar &#10148;|IV.1]]TU: Se achas que é isso de fazer, então vai, não te preocupes comigo. IVO: //(de pé)) Tu não digas isso muitas vezes. Olha que me vou mesmo embora. TU: //(viras a cara para o mar))// Se é isso que queres, vai. IVO: Porra, mas tu não sabes o que quero eu? TU: Se soubesse, não te estava a perguntar. IVO: João, olha para mim. * [[Continuas a olhar para o mar (set: $IvoVaiEmbora to true)|IV.2]] * [[Olhas para o Ivo.|IV.1]]TU: Eu fui o primeiro a contar do fim, que é o que importa. IVO: A tua insegurança às vezes chateia, sabes? TU: Não tanto como a tua falta de sensibilidade. IVO: Estás a ser injusto... TU: Não estou. Se eu conseguisse saber o que se passa na tua cabeça... IVO: Então, olha para mim, olha para a minha cabeça. //(Olhas para o Ivo.)// TU: Tens areia na cabeça. //(O Ivo limpa a cabeça com a mão com um gesto rápido.)// TU: Não é aí, é lá dentro. [[Continuar &#10148;|IV.1]]//(Começas a responder em voz baixa)// TU: Não queria que ela estivesse aqui. IVO: Querias ou não querias? TU: Não queria! IVO: Ah, bom... assim está bem. //(Olham um para o outro e desatam a rir.)// [[Continuar &#10148;|IV.1]]TU: Porque não sei se posso acreditar em ti... //(Por momentos, a praia fica em silêncio, nem sequer a rebentação de uma onda se podia ouvir)// IVO: E tu acreditas em ti? TU: O que é que isso interessa? IVO: Porque é que tens tanto medo de viver? TU: O que é que estás a dizer? Eu é que tenho medo? IVO: Sim, tu! TU: Eu? Tu é que andaste a namorar com a Paula durante quatro anos!! IVO: O que é que isso tem a ver? TU: Tem tudo a ver. Estiveste a esconder-te durantes estes quatro anos. IVO: E tu, não, ó meu grande filho da mãe? TU: Eu acho que me vou embora, sabes? IVO: Se é isso que queres, vai, desanda, vai já, pá. Tchau. * [[Vais-te embora da praia|IV.2]]. * [[Ficas quieto|IV.1]].//(Levantas o teu olhar e encontras os olhos do Ivo.)// TU: Ainda perguntas porquê? Não dá para ver? IVO: Mas tu estiveste na festa, ontem. Tu viste o que se passou. TU: Sim, vi, mas não sei em que hei de acreditar... IVO: Opá, porra, assim não dá... isso não é justo... TU: Tenho dúvidas, o que é que queres? Não posso ter dúvidas? IVO: Mas dúvidas de quê? TU: De tudo. De mim, de ti, de nós. Sei lá o que é eu quero... //(O Ivo dá um passo na tua direção.)// IVO: João, anda cá... * [[Avanças em direção ao Ivo.|IV.1]] * [[Afastas-te do Ivo.|IV.2]]